15 textos para conhecer os 2 anos de Além do Roteiro

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Edit: os números de visualizações foram atualizados em 14/06/2017.

A história começou com três artigos e um punhado de informações na página Sobre, no já longínquo 02/07/2014. Naquele tempo o 7×1 de cada dia sequer existia – ou só não tínhamos um termo para ele. O trio de posts virou um conjunto de 107 textos – 108 se contar com este, gerando mais de 53mil visitas ao Além do Roteiro desde então, e reunindo 865 pessoas seguindo nossas publicações, seja diretamente pelo blog, pelo Facebook, newsletter, Twitter, Instagram, o querido Flipboard ou indiretamente por conversas de Whatsapp ou de mesas de bar.

O tamanho do agradecimento merecido para esse tempo não cabe em um texto, então vamos de outra tática. Hora de mostrar um pouco do que foi o AdR ao longo de 2014, 2015 e 2016, de vermos como o caminho que esse site vem seguindo. Com certeza muitas ideias ainda passarão por aqui, para trocas com muita gente, e você é convidado a conhecer, revisitar ou mostrar para nós o que deu certo, o que vale melhorar. Cada imagem leva ao texto desejado.

2014

Sunitas x Xiitas

Sunitas e Xiitas

Nada mais justo do que começar com o texto mais lido do blog. Fruto do primeiro mês de escritos, a exposição do Nicholas sobre o mundo islâmico e toda a origem de guerras que o carrega já faria um tema interessante por si. Porém, o contexto de mundo amedrontado (e viciado, talvez?) pelo terrorismo gera uma onda de dúvidas e necessidade de entendimento sobre uma cultura apontada como responsável por fatos macabros – quando são os próprios islâmicos as maiores vítimas de terrorismo.

É assim que Sunitas x Xiitas chegou a 8761 visualizações, e seguirá como base para muitos, por muito tempo.

Brasil x Argentina

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Pode parecer que o AdR começou especialista em rivalidades. O primeiro texto de futebol – talvez o mais gostoso de todos – aborda uma rivalidade boa, com nossos vizinhos de continente. Brasil e Argentina é o jogo que todo mundo quer ver (tá, talvez não, depois do 7×1), e não poderia deixar de ter muitas histórias boas. São 390 apaixonados que já passaram para ler sobre elas.

Friendzone é misoginia

Jorah Mormont friendzone

A gente nem era tão bom em desconstruir assuntos – não que sejamos agora – e já estávamos problematizando por aí o que parecia só tema de memes. Foi o primeiro hit do AdR, e acumula hoje 2335 pessoas pensando sobre os problemas inerentes ao nosso discurso do friendzone, e como as mulheres em especial são afetadas por isso.

Empréstimos do BNDES vs Bolsa Família

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2014 foi também ano de eleições, motivador de um projeto de textos focados para ajudar na consciência sobre o voto – não só dos leitores, como dos próprios autores. Em meio a esse projeto chegou o Marcelo, começando a abordar conceitos de política, economia, e trazendo para nós esse artigo quebrador de barreiras que liderou o site por algum tempo. Não é pra menos, quando alguém evidencia para 1330 leitores (e contando) como governos transferem renda dos pobres para os ricos, e como o Bolsa Família, tão criticado por muita gente de nosso ambiente, não é o problema.

Não à toa, hoje o Marcelo alça voos mais alto lá no Mercado Popular.

Paradigma

Eddard Stark - S01.Ep09 Baelor

O Além do Roteiro nasceu em grande parte porque dois garotos queriam estudar Storytelling, essa tal arte de contar histórias. Nada de ficar preso a uma sala de aula tradicional, no entanto. Queríamos mesmo era testar hipóteses de acordo com o que aprendemos, experenciar os conceitos nas produções lidas ou assistidas, e disso surgiu o primeiro texto da categoria, Paradigma.

Lembrando disso, é incrível pensar que 1628 mentes já abriram uma tela de computador ou celular para se aprofundar em um conceito de história, para se aprofundar sobre Game of Thrones, O Poderoso Chefão ou outras obras.

2015

Se 2014 era o início e a novidade, começando com grande volume e depois nos desafiando a manter uma regularidade que demoraria a chegar, 2015 foi o ano da experimentação. Testar temas, plataformas, colocar um novo visual no site, fortalecer o hábito de escrever. Claro que essa vontade produziria muita coisa legal, que se traduziu em um crescimento de leitores diários, mesmo com menos textos do que no ano anterior.

Qual time da Europa equivale ao seu? – parte 1

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Esse talvez seja o caso mais inesperado. Como fã de futebol, “deu na telha” comparar os times do Brasil e da Europa, depois de ler o divertido “Os Hermanos e Nós” de Guga Chacra, que fizera o mesmo com os times brasileiros e argentinos.

Claro que essa comparação trazia desafios de bater histórias ou cores completamente diferentes, de contextos ímpares, ainda tendo que encarar opiniões de um tema tão racional quanto futebol. Não é que 7012 malucos deram e continuam dando atenção para esse artigo, com direito a mais 3677 leituras da irmã, a parte 2? Sem dúvida, uma grata surpresa.

O crescimento está na favela: repensando seus conceitos sobre a pobreza

Empreendedorismo favela

A gente se divertia com comparações talvez até esdrúxulas de futebol, sem abrir mão de questionar conceitos enraizados, como fez mais uma vez o Marcelo, mudando nosso olhar sobre a favela. São 296 visualizações de um texto que merece mais, de um assunto que merece mais.

A Muralha à frente de Game of Thrones

GoT-S5E10-Stannis

(Quase) todo mundo adora Game of Thrones, então falar de problemas que a série poderia enfrentar poderia ser um desafio. Nosso querido Martin não termina seus livros finais, e conforme previsto no texto, a série de fato passou as crônicas. Os próprios criadores contaram sobre essa “enrascada”, mesmo após o sucesso e os novos recordes batidos pela sexta temporada.

O texto ainda foi capaz de nos alavancar no Flipboard, um site/aplicativo de leitura com uma base fiel que nos mantém por aqui. Quase todas as 1429 visualizações ocorreram logo após o lançamento, talvez o melhor início de um artigo nosso até aqui.

É possível acabar com o preconceito?

Quadro Preconceito

Em 2014 havia muitas análises e pouca filosofia “própria”, mas em 2015, começamos a fortalecer esse aspecto. O AdR começara um pouco antes a tratar a questão do preconceito, contudo, esse texto marca para mim uma virada em termos de foco. Aqui está a semente para mudarmos categorias como “Mundo” e “Comportamento” para “Construção” e “Desconstrução”. Afinal, quando nossa roupa não é mais escolhida por nossos responsáveis (e eventualmente chegamos a declarar nosso próprio Imposto de Renda…), inicia-se um processo de filtros e absorções, cortes e escolhas, que definem nossa identidade, como pessoas ou como páginas – e não dava para permanecer com categorias com nomes de seção de jornal, né?

De alguma forma, esse contexto já ressoou (espero) em 3861 pessoas leitoras, e o texto tem imagens nossas com direito à logo no canto, o que dá um orgulho bobo, mas dá.

Subi a favela

Morro do Cantagalo

O final de 2015, pessoalmente, foi muito foda. Mudanças de casa, projetos no trabalho, casamento nos rumos. No caso da casa aqui, a ilustre Jéssica estreou e, depois de um hiato de quem vivia as situações da frase anterior, o AdR voltou à ordem para ganhar uma regularidade de postagens que nunca teve. Esse fim de ano merecia ser coroado de alguma forma, e foi com a experiência que descrevi nesse texto.

Não é que “Subi a favela” seja dos textos mais especiais do Além do Roteiro, afinal essa é uma seleção muito pessoal. Mas é sem dúvida o texto mais pessoal que eu escrevi. Surgiu do tipo de experiência que dá tapa na cara, quebra olhares, muda cheiros e revigora motivações. Não faço ideia se qualquer uma das 520 mentes sentiram algo do tipo ao ler esse texto, mas com certeza você já sentiu sobre outra coisa e sabe do que estou falando. Então aqui está o que significa para mim.

2016

Experimentação é boa, estabilização também. Esse é o desafio do ano, sem deixar a criatividade e os riscos de lado, é claro. Ainda que não perfeito, estamos chegando lá. O ano teve 29 textos até o momento (este é o trigésimo), contra 35 em 2015. Quase o mesmo número na metade do tempo. Estamos emplacando textos de músicas todo domingo (já foram três, sendo os últimos dois em domingos seguidos – uau), e temas variados quase toda semana (o objetivo é quarta, a realidade tende a ficar entre terça e quinta).

O que parece bobeira dá um baita resultado. Saímos de 50 visitantes diários em 2014 e 63 em 2015, para 108 em 2016, até o momento.

Preciso te contar sobre meu armário

Armário

O legal de falar o que senti com “Subi a favela” é poder dizer que tive a mesma experiência, porém, como leitor, quando a Jéssica deixou essa preciosidade de texto ser publicada aqui, com direito a armário do Harry Potter na capa. O tipo de tema e abertura que leva algumas das 672 pessoas leitoras a falar com ela num bloco sobre, ou me procurar no Whatsapp para comentar.

Talvez fique visível como sou fã de textos que ressoam nas pessoas que os escrevem. Meu ponto fraco.

Desconstruindo o machismo dentro de casa

Faxina Fred Flinstone

Aqui um caso engraçado: é o único texto que escrevi e pedi permissão para publicar. Abrir questões de uma vida (a minha) é um passo, mas abrir situações de duas vidas conjuntas é outra história. Felizmente ele pôde ir ao ar, para receber alguns dos feedbacks mais legais, de algumas das 1198 pessoas que o acessaram. Spoiler: para esse aqui, continuação em breve.

Anunciantes deveriam pagar você

http://www.freeimages.com/

Não é porque 2015 foi o primeiro ano com subtítulo de “experimentação” que 2016 é travado. Tivemos a primeira (única por enquanto, é verdade) tradução de texto para o AdR. São 102 visualizações, o que soa pequeno para quem por acaso não viu as oito páginas de Word em fonte Arial 10 que tem o texto. Para mim foram 102 malucas e malucos encarando um texto difícil, porém riquíssimo; vai que ele ajuda uma dissertação sua?

Álbuns que você deveria conhecer – Be – Pain of Salvation

Pain of Salvation

Além de ser fã de textos que ressoam, também faço aquela moral para as pessoas autoras que acompanham essa empreitada – simplesmente porque elas merecem. Então em Março o Nicholas trouxe Pain of Salvation. Os textos de música já falam bastante dele, além de mostrar bandas maneiríssimas ou brilhantes – 1274 pares de ouvidos já curtiram Jeff Buckley por aqui. Não bastasse ter música boa, ele ainda traz um álbum-conceito. Ignorando mentes maldosas, que conceito.

O álbum é uma visão incrível de filosofia, especialmente de teleologia (estudo da finalidade do universo, da vida), daquelas abstrações para “fumar” com palavras (para quem não experimenta outras formas), ou não só com elas, para quem experimenta: 376 já experimentaram.

E a sua opinião? #1 – A falácia da imparcialidade

Coxinha e pão com mortadela

Este texto está aqui por dois motivos. Primeiro, porque eu acho essa imagem de como nossa retina enxerga muito foda. Confiamos demais em nós, em nossos sentidos. Podemos confiar, pois nosso cérebro faz um belo trabalho preenchendo as lacunas, mas sem o “demais”.

Segundo porque ele começa uma direção que vamos experimentar. Séries de textos, temas que não cabem em uma única página e merecem várias visitações e abordagens. As 194 pessoas que viram esse início já poderão conhecer o segundo passo amanhã, com o Nicholas abordando a Espiral do Silêncio.

Por último, reforço o convite para comentários, aqui ou na plataforma que preferir. O que achou desses 2 anos? Qual seria o seu próximo passo? Fica aqui o desejo que meu grande amigo Joe faria e replico em todas as newsletters: bons ventos!


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