Stranger - Balmorhea

Álbuns que você deveria conhecer – Stranger, Balmorhea

Tempo médio de leitura: 3 minutos

Balmorhea é um grupo musical do Texas, cujo estilo se volta mais ao minimalismo, influenciado muito por clássicos contemporâneos famosos, como Max Ritcher e Arvo Part (se você não conhece… bem, continuam famosos hehe).

Resumo do minimalismo musical (fonte: Wikipedia):

produção musical que reúne as seguintes características: repetição frequentemente de pequenos trechos, com pequenas variações através de grandes períodos de tempo ou estaticidade na forma de tons executados durante um longo tempo; ritmos quase hipnóticos.

Isso significa que a maioria das músicas começa com um padrão repetitivo, depois desconstroi e reconstroi esse padrão até a melodia da música nascer; o que pode vir do piano, do violino, das guitarras elétricas ou dos sintetizadores.

O interessante disso é o sentimento que faz brotar. Nós vivemos em um ambiente urbano, sempre tendo que fazer escolhas, ocupados com outra tarefa que nosso chefe colocou em nossa mesa; ou, se somos chefes, ocupados com mais uma demanda de nossos clientes.

Quando estamos com tempo livre para o lazer, precisamos escolher para onde ir, como ir, quando ir, quanto dinheiro gastar. Se preferirmos Netflix, temos que escolher qual filme ou série assistir.

Escolhas, escolhas, escolhas.

A sensação que esse álbum traz é o oposto disso. É a calma, a não-necessidade de escolha (todas as músicas são boas), nem a espera por um clímax que irá te arrebatar, como o solo de guitarra de um rock clássico. A música te carrega como uma folha sendo levada pelo vento. Você pode ir para qualquer direção, terminar em qualquer lugar, e ainda
assim você fica contente por relaxar e aproveitar o caminho.

E eles não precisam de letras para isso. Ouço muitas pessoas falando: “música sem letra/voz não é música.”

Bem, as letras foram criadas para passar uma mensagem. Só que a mensagem é o que os músicos querem passar. Quando você não tem uma letra, apenas os instrumentos, a mensagem passada é a que o ouvinte quer ouvir.

Não entendeu? Vai entender! Vamos às músicas:

Days / Masollan

É uma peça contendo duas partes, que, no álbum, são duas músicas distintas, porém sempre tocadas como uma só ao vivo.

Eu, particularmente, prefiro a segunda parte, “Masollan”. Se você quer confiar na minha palavra, comece a ouvir daqui . Se você não conhece nada da banda, sugiro ouvir tudo.

Fake Fealty

Dived

Essa música mostra bem o que falei ali em cima, sobre usar a voz como instrumento musical. Porque, afinal, voz é um instrumento. Só estamos acostumados a usá-la/ouvi-la utilizando palavras. Mas as palavras são escritas dentro das notas musicais desejadas. Caso contrário, não faria sentido, concorda?

Jubi

Peguei essa versão, no meio de um show deles, que é fantástica.

A música termina em 18:01.

Artifact

Shore

Pilgrim


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