Oscar 2015 – Melhor Roteiro Original

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Histórias são extremamente importantes, porque nos fazem fugir da realidade, entrando em um mundo onde as coisas podem ser melhores do que a própria realidade. Ou não.

A indústria cinematográfica é parte importante do mundo de contar história (storytelling), mesmo que estejamos vivendo hoje a era dourada da televisão. E, na indústria cinematográfica, vemos que os roteiristas não tem o mesmo prestígio que na TV.

O roteiro de um filme é o seu cérebro. Ele comanda todo o resto. A concepção de um filme, qualquer que seja, é a partir do roteiro – mesmo aqueles que são adaptados de livros, peças de teatro ou quadrinhos.

Não entrarei em uma anatomia análoga, mas sem um roteiro (cérebro), temos apenas um corpo sem vida, sem consciência, em um perpétuo estado vegetativo. Mesmo as direções sendo brilhantes – como em Birdman e a ausência de cortes na filmagem (algo que superou o Festim Diabólico, de Hitchcock, e suas longas cenas de dez ou mais minutos) -, ou as trilhas sonoras, atuações, efeitos visuais, fotografias, etc., o que devemos analisar, pelo menos aqui, é a história, totalmente despida de qualquer outro elemento.

Por isso eu não assisti aos filmes, eu apenas li seus roteiros. Posso estar equivocado, posso ser ingênuo achando que é assim que Hollywood faz, mas eu queria absorver a história, e somente ela. Não queria qualquer outra coisa que me cegasse.

Explico o porquê. Quando falamos de um filme, falamos do diretor, mas nunca do roteirista. Eu sou um pretendente a roteirista, e por isso este fato me incomoda tanto.

A regra, em Hollywood, era a de que os roteiristas nunca dirigiam seus filmes. Então, tivemos, nesta década, Spike Jonze escrevendo e dirigindo Her; Tarantino escrevendo e dirigindo Django; Woody Allen escrevendo e dirigindo Meia-Noite em Paris.

Este ano, a coisa não poderia ser diferente. Os mais cotados ao Oscar são O Grande Hotel Budapeste (escrito e dirigido por Wes Anderson) e Birdman (escrito e dirigido por Alejandro Iñárritu, mesmo que com outros três roteiristas).

Quem tem chances de ganhar, quem não tem chances? Nesse texto abordarei quem deve/não deve ganhar e por que motivo está concorrendo. Vou escrever em ordem crescente de probabilidade de vencer.

BOYHOOD – RICHARD LINKLATER

Pera aí, Boyhood?

Como assim? Não era em ordem crescente? Esse filme é do caralho!

Concordo. O filme é do caralho, a história é do caralho, tudo é do caralho. Mas tem um pequeno detalhe, que deve ser levado em conta.

A história.

Boyhood é uma história de amadurecimento, acompanhada sob os olhos de Mason, desde os seus 5 anos até os seus 18. É uma história única, sem precedentes em sua intimidade.

Sob certa perspectiva, o roteiro aborda temas que vimos anteriormente em outros inúmeros filmes e seriados – desentendimentos conjugais; um pai divorciado tentando uma conexão com seus filhos, os quais raramente vê; rebeldia adolescente; as brigas e pequenas alegrias; primeiros amores; nascimento de inclinações artísticas; amadurecimento emocional através de dor e decepção. Mas, na verdade, nunca vimos uma jornada compreendendo tudo isso, da infância ao final da adolescência, retratada de forma tão coesa e convincente.

Em suma, Boyhood é um trabalho fluido, que põe o processo de amadurecimento sob o microscópio e analisa suas nuances com detalhes extraordinários.

Por que está concorrendo?

É uma ideia original, sem dúvidas. Não há qualquer precedente – a não ser a série Up, de Michael Apted, que, na verdade, é um documentário.

Nota: O ‘The New York Times’ está agora acusando o filme de ter plagiado a série UP.

Nem mesmo sua trilogia Antes do Amanhecer pode ser considerada um precedente, porque apenas mostra o casal se encontrando após longos períodos de tempo.

Em Boyhood, nós acompanhamos um épico sobre o ordinário: o amadurecimento, a banalidade da vida familiar, a criação de uma identidade.

Por que deve/não deve ganhar?

Não deve ganhar por dois motivos, ambos bastante simples. Primeiro, drama familiar não é mais tão popular em Hollywood. Mas esse não é um motivo suficiente, porque, como disse antes, nunca vimos um drama familiar dessa magnitude. O segundo motivo, contudo, é crucial.

Boyhood não tem um roteiro.

Não acredita em mim? Leia esse trecho retirado de uma reportagem norte-americana:

“Não houve um roteiro tradicional, também. [Richard] Linklater começou o projeto com esboços. Ele tinha em mente o enredo principal de cada personagem, e sabia como a história terminaria – assim como a última cena.”

“Às vezes, o roteiro não estaria totalmente materializado até dias antes do início das filmagens.”

O texto segue explicando, nas palavras do próprio diretor e roteirista, que ele reescrevia o roteiro (ou o esboço do mesmo) várias vezes para adequá-lo às mudanças dos atores e às pertinentes à realidade na qual ele estava envolvido.

É uma história original? É. Mas, levando em conta apenas a lógica, como um roteiro pode concorrer (e ganhar) a um prêmio se ele não existe?

NIGHTCRAWLER – DAN GILROY

A história.

A história se desenvolve ao redor de Louis Bloom, um desempregado desesperado para arranjar qualquer bico que lhe consiga alguma grana. Com poucas opções, ele começa a ficar mais e mais desesperado.

Tudo parece perdido, até ele descobrir, nas escuras e desoladas noites de Los Angeles, um modo de ganhar dinheiro: encontrar os mais repulsivos e violentos acidentes, batidas, assassinatos, sequestros, roubos e qualquer outro incidente, filmá-los e vendê-los para quem oferecer mais dinheiro.

É violento e repulsivo mesmo. O melhor exemplo que posso dar é o discurso do editor do canal de televisão: “a história perfeita é a de uma mulher gritando, com sua garganta cortada, correndo pela rua em um bairro nobre”.

A história conta também com um protagonista que possui as mesmas obscuras determinações de personagens famosos do cinema como Normam Bates (Psicose) e Keyser Söze (Os Suspeitos).

Por que está concorrendo?

Há, nessa história, uma estrutura social e moral, com uma grande crítica ao caminho que o capitalismo (traduzido na busca desenfreada por capital) pode te levar. O filme também é uma sátira abominável (o tema da sátira é abominável, não a sátira em si) do jornalismo, do mercado de trabalho e da cultura da auto-ajuda.

Por que deve/não deve ganhar?

Não deve ganhar pelo fato de ser uma história extremamente sombria, com um protagonista de motivações um tanto quanto execráveis. Os últimos roteiros – na verdade, quase todos – são de histórias, mesmo que sombrias, com protagonistas com motivações minimamente empáticas.

Vejamos como exemplo Django (2012). O filme é violentíssimo, mas as motivações do protagonista são empáticas: salvar sua amada de Candyland; mesmo que, por trás disso, haja a vontade de se vingar de todos os brancos do mundo no caminho.

Vejamos Crash (2005). Em cada cena do roteiro vemos uma luta contra o racismo. Desde o preconceito dos brancos contra os negros e latinos; o preconceito religioso contra os muçulmanos e a pequena estatueta de São Cristóvão, o padroeiro dos viajantes; até o preconceito dos próprios negros contra os negros. É uma história sombria por sua crueza, por ser uma realidade vivida no dia a dia.

Nightcrawler também é uma realidade vivida no dia a dia. Mas mostra um reflexo de nós mesmos que, em maior ou menor grau, não queremos ver.

FOXCATCHER – E. MAX FRYE AND DAN FUTTERMAN

A história.

Os irmãos Schulz (Dave e Mark) são lendas na luta greco-romana, ambos ganhadores de medalhas olímpicas. Mark sempre treinou com seu irmão mais velho, Dave, e isso sempre deu certo. Mas, em determinado dia, Mark é convidado para visitar um milionário, que é apaixonado pelo esporte.

John Du Pont, descendente de uma poderosa família norte-americana, oferece a Mark basicamente tudo que sempre sonhou. Atraído pela atenção, que antes só fora concedida a seu irmão, e pelo salário e condições de vida deslumbrantes, ele se muda para a fazenda (chamada de Foxcatcher) para aprimorar suas habilidades, e, por consequência, ter boas chances de conseguir mais uma medalha nos Jogos Olímpicos de Seoul, em 1988.

Mas as coisas acabam saindo de controle, e Mark começa a rumar um perigoso caminho.

É uma história sobre rivalidade familiar e ambição, de talento e inveja e egoísmo, de como desprezamos o tipo de fraqueza nos outros que tememos ter em nós mesmos.

Por que está concorrendo?

Porque tem uma história interessante, baseada em fatos reais, com personagens bem desenvolvidos, um elenco de peso; os atores Mark Ruffalo, Steve Carell e Channing Tatum; o diretor Bennett Miller (Moneyball e Capote); o roteirista Dan Futterman (Capote).

Mas, principalmente, porque é uma metáfora para o poder destrutivo do mito do excepcionalismo norte-americano, e como ideais grandiosos podem se tornar corruptos e desvirtuados pelos desejos do subconsciente de homens desprezíveis.

Por que deve/não deve ganhar?

Não deve ganhar. Por quê? Para responder a essa pergunta, vamos dar uma olhada nos últimos ganhadores de Melhor Roteiro Original, em ordem decrescente a partir de 2013: Her, Django, Meia Noite em Paris, O Discurso do Rei, Guerra ao Terror, Milk. Ou seja, os últimos ganhadores tiveram temas interessantes e recorrentes. A era digital e a perda da intimidade humana em Her; a escravidão em Django; a brilhante ideia de transformar a famosa magia de Paris em algo concreto; a temática da guerra ao terror; o ativismo politico da homossexualidade em Milk.

Além do mais, o tema esporte não agrada muito Hollywood. Dos poucos que concorreram, apenas dois venceram.

Em 1976, Rocky concorreu, mas não levou a melhor (quem levou foi Rede de Intrigas); O Vencedor (2010) também concorreu, mas, ironicamente, não venceu (perdeu para O Discurso do Rei). Jerry Maguire (1996) também não venceu, perdendo para Fargo.

Mas existem exceções à regra. A primeira é Carruagens de Fogo (1981). Também tem como temática o esporte e as Olimpíadas, e também é baseado em fatos reais. Mas aqui o esporte funciona mais como um pano de fundo, onde a religião é que se sobressai. A história é sobre dois atletas (um escocês, o outro inglês; um cristão, o outro judeu) e sua vontade de vencer. Mas a motivação deles é religiosa: o inglês judeu corre como uma arma contra o antissemitismo, num modo de validar seu próprio valor. O escocês cristão, por sua vez, corre porque, em suas palavras no filme, “acredito que Deus me criou por um motivo, mas que também me fez rápido. E quando eu corro, eu sinto sua satisfação”.

O Vencedor (1979), também na temática do esporte, venceu. No entanto, aqui o mais importante é o tema de criar sua própria identidade, encontrar seu lugar no mundo.

Foxcatcher tem uma boa história, mas sua temática e sua qualidade não são suficientes para lhe conferir uma estatueta dourada.

BIRDMAN – A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA

A história.

Um ator, que teve seu filme de maior sucesso 20 anos antes, luta para reaver o seu prestígio com uma peça em Broadway, que é a única forma de salvar o seu ego. Enquanto luta contra inúmeras variáveis – sua filha, que acabou de sair da reabilitação; o novo ator, que é o egoísta mais autocentrado do mundo; a estreia, que está prestes a acontecer -, ele ainda precisa lidar com a nostalgia esquizofrênica de seu sucesso do passado, personificado no próprio personagem que o levou ao topo.

Birdman é uma história sobre a sedução da fama e do prestígio, e como ambos diferem um do outro.

Por que está concorrendo?

É uma sátira de Hollywood e o culto à celebridade. É uma simples e crua demostração de como os atores, que em determinado momento da carreira chegam ao topo, confundem fama com prestígio. E a história aborda muito bem essa diferença, com um tom carregado de humor.

A fama é a forma mais fácil de ser reconhecido, pois não depende de habilidades ou julgamentos de valor. Famoso é aquele que é popularmente conhecido. Porém, por ser desprovida de juízo de valor a fama é dada indiscriminadamente, sem que a isso esteja ligado um sentimento de admiração ou estima, necessariamente.

O prestígio, por sua vez, só pode ser alcançado pelo reconhecimento de qualidades inegáveis. O prestígio é tão poderoso que mesmo com uma reputação abalada, temos que reconhecer o talento excepcional daquele indivíduo.

Por que deve/não deve ganhar?

Não deve ganhar, mas gostaria que ganhasse.

A história é extremamente original, com personagens muito bem desenvolvidos, tendo como pano de fundo uma sátira quase atemporal em Hollywood, e com uma construção de tensão no final que é realmente de tirar o fôlego.

Como eu disse, gostaria de vê-lo ganhar, e não existiria nenhum problema se isso acontecesse, mas a vitória deve ir para…

O GRANDE HOTEL BUDAPESTE – WES ANDERSON E HUGO GUINESS

A história.

O Grand Budapest Hotel é um famoso hotel situado nas pitorescas montanhas da fictícia e idílica República de Zubrowka, e o epicentro de três eras históricas.

Na principal, acompanhamos os crimes, aventuras e intrigas de Gustave H., um lendário concierge do hotel, e Zero Moustafa, o ajudante que se torna seu amigo de confiança, no período entre as duas guerras.

Vale salientar que a história foi inspirada nas obras de Stefan Zweig.

Por que está concorrendo?

Porque é uma graciosa zombaria feita da História, esquecendo dos horrores diretos em prol de uma série de piadas, jeitos e trejeitos travessos, que não são gratuitos, mas vingativos.

É uma história divertidíssima, que fala sobre as máscaras que criamos para combinar com nossas aspirações, e o custo que há para manter as aparências. Além do mais, a história ainda compreende o Toque Lubitsch (histórias que se passam em lugares metafóricos, com pessoas de trejeitos cômicos, sofisticadas, sutis, charmsoas e elegantes), o que a torna ainda mais interessante.

Por que deve/não deve ganhar?

Deve ganhar.
Se olhássemos objetivamente para as histórias, de forma a levar em consideração apenas sua qualidade, ambas teriam chances iguais de ganhar.

Mas, enquanto Birdman é mais propenso a ganhar, se olharmos somente os últimos ganhadores do Oscar, o Grande Hotel Budapeste está à frente por ser mais propenso a vencer se levarmos em consideração todos os outros prêmios nos últimos 15 anos (veja tabela abaixo).

Birdman seria minha aposta pessoal, porque o roteiro é brilhante, e porque o Grande Hotel Budapeste, mesmo que trate do período entre guerras e, de uma forma ou de outra, trate de imigrantes (um assunto perpetuamente importante nos Estados Unidos), a história aborda tais assuntos com a leveza de uma comédia. Se olharmos para trás, para o histórico de ganhadores da estatueta, uma quantidade ínfima de comédias venceram.

Apesar do histórico do Oscar, não é possível ignorar os outros prêmios. Ainda que os vencedores possam variar, eles dão dicas valiosas sobre o provável ganhador.

Analisando Globo de Ouro, BAFTA e WGA (Sindicato de Roteiristas), o último é o mais importante, isso porque muitos jurados dos sindicatos do cinema americano também compõem a Academia. Desde o ano 2000, dez dos catorze roteiros premiados pelo WGA também levaram a estatueta, mais de 70% dos casos.

Neste ano, temos um cenário ainda mais relevante, com a vitória de O Grande Hotel Budapeste em duas premiações, BAFTA e WGA. Desde o ano 2000, todas as vezes que um roteiro ganhou esses dois prêmios, ganhou também o Oscar.

ANOOSCARGLOBO DE OUROBAFTAWGA (Sindicato de Roteiristas)
2014
Birdman
O Grande Hotel Budapeste
O Grande Hotel Budapeste
2013
Her
Her
Trapaça
Her
2012
Django
Django
Django
A Hora mais Escura
2011
Meia Noite em Paris
Meia Noite em Paris
O Artista
Meia Noite em Paris
2010
Discurso do Rei
Rede Social
Discurso do Rei
A Origem
2009
Guerra ao Terror
Amor Sem Escalas
Guerra ao Terror
Guerra ao Terror
2008
Milk
Quem quer ser um milionário?
Na Mira do Chefe
Milk
2007
Juno
Onde os fracos não têm vez
Juno
Juno
2006
Little Miss Sunshine
A Rainha
Little Miss Sunshine
Little Miss Sunshine
2005
Crash
O Segredo de Brokeback Mountain
Crash
Crash
2004
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Sideways - Entre umas e outras
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
2003
Encontros e Desencontros
Encontros e Desencontros
O Agente da Estação
Encontros e Desencontros
2002
Hable con ella
As Confissões de Schmidt
Hable con ella
Tiros em Columbine
2001
Assassinato em Gosford Park
Uma Mente Brilhante
O Fabuloso destino de Amélie Poulain
Assassinato em Gosford Park
2000
Quase Famosos
Traffic
Quase Famosos
Beleza Americana

Outras categorias

Para não passar em branco vou, na base do puro chutômetro (e anos assistindo filmes), dizer quem deve ganhar cada uma das outras categorias (as mais importantes, pelo menos).

Melhor Filme

Boyhood. O mais queridinho de Hollywood no momento. Ganhou os outros dois prêmios importantes: Globo de Ouro e BAFTA.

Melhor Diretor

Alejandro González Iñárritu (Birdman). Por ter produzido um filme sem cortes, algo que não era feito desde Hitchcock (e foi feito de uma forma muito superior).

Melhor Ator

Eddie Redmayne (Teoria de Tudo). Sinceramente? Incontestável, acho eu. Se você viu o filme, provavelmente concorda. Além de ter levado todos os outros prêmios importantes na categoria.

Melhor Atriz

Julianne Moore (Para Sempre Alice). Ela também levou todos os prêmios possíveis, algo que a torna uma fortíssima candidata.

Melhor Ator Coadjuvante

J.K. Simmons (Whiplash). O cara simplesmente levou todos os prêmios possíveis (assim como Eddie Redmayne), algo que torna sua vitória quase incontestável. Obs: Sim, ele era o chefe do Peter Parker, na primeira Trilogia do Homem-Aranha.

Melhor Atriz Coadjuavante

Patricia Arquette (Boyhood). Primeiro, ela também ganhou quase todas as premiações pré-Oscar. Segundo, as estreantes costumam levar a melhor. Vejamos os últimos exemplos: Lupita Nyong’o, Anne Hathaway, Octavia Spencer, etc.


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Nicholas Nogueira

Carioca, que abriu sua própria empresa para poder ter tempo de escrever e falhou miseravelmente. Uma pessoa intensa que encontrou na escrita a única forma de extravasar tudo que passa dentro de si.