E eis que o antigo exemplo de empreendedor das revistas especializadas foi parar em Bangu por crimes como propinas de 16,5 milhões de dólares a Sérgio Cabral.

Me lembro que, na época em que Eike era referência e eu era curioso em saber sobre o sucesso de um bilionário emergente, fui em uma palestra de uma pessoa do seu grupo sobre o modus operandi das companhias X.

Capa Veja Eike Batista

Isso já faz muito tempo, logo, eu me lembro de quase nada. Na verdade, de apenas uma coisa. A tal estratégia 360°.

Num belo slide ele mostrava que não bastava a arena técnica para que um projeto dê certo, mas várias outras como a financeira e a política. A política, disse o palestrante, era a capacidade de ter um relacionamento estreito com o poder executivo e legislativo.

O ministério público aparentemente descobriu coisas da “arena política” que não foram reveladas pelo palestrante naquela distante tarde. E essa não parece uma inovação das empresas X.

Espero que a situação do Eike, bem como a questão das empreiteiras brasileiras, gerem maior ceticismo com os “grandes” empreendedores. Mas não espero lá com muita esperança não.

Publicado originalmente no Medium por Gustavo Barreto.

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Passo boa parte das minhas horas vendo esportes, no netflix, no bar ou perdido em textos na net. Nas restantes, escrevo no Medium e aqui sobre isso


Gustavo Barreto

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