A Chegada - Louise

Como escrevi A Chegada (e o que aprendi no processo)

Tempo médio de leitura: 12 minutos

Esse texto foi publicado pelo próprio Eric Heisserer, roteirista de A Chegada, no site Talk House, que compartilha a visão de artistas sobre o seu trabalho. Os aprendizados de Eric são valiosíssimos para a arte da escrita como um todo e dos roteiros em especial. Vale para todos os especialistas e curiosos. Abaixo você pode ler minha tradução do texto de Eric.


Minha mãe lia para mim quando eu era criança, como mães fazem. Mas, ao invés de Dr. Seuss ou Besy Byars, era Heinlein. Bradbury. Asimov. Histórias de novos mundos, novas ideias e possibilidades para o futuro. Isso foi um ingrediente chave em minha infância, mas um que aprendi a silenciar em minha cidade natal em Oklahoma onde, ocasionalmente, adultos faziam aspas com os dedos quando diziam a palavra “ciência”.

Ainda assim, ficção científica foi meu primeiro amor literário, e após anos longe do gênero, o autor que me trouxe de volta foi Ted Chiang. Ted é um desses raros achados, escrevendo ficção envolvente que é intelectualmente revigorante e emocionalmente verdadeira. Ele consegue me educar sobre física teórica e me deixar aos prantos, enterrando o rosto na almofada. E embora tanto de seu trabalho seja construído puramente como literatura, quando penso em adaptar uma história, não me prendo a quão cinematográfico é o material de origem, mas a como ele me faz sentir.

“História da Sua Vida” me marcou. Assombrava-me dia a dia e pairava sobre mim quando dormia. Sabia que deseja traduzí-la para a tela, porém, não fazia ideia como, ou com quem. Sabia apenas que precisava achar um jeito.

A esse ponto em minha carreira, tinha escrito 13 spec screenplays1. Seis desses roteiros eram ficção científica. O único roteiro de horror que escrevi foi o único que deu retorno, e em breve descobri que isso era tudo que confiavam que eu escrevesse, Sempre que apresentava a história de Ted para produtores, era recebido com um nível significativo de suspeita. “Isso é diferente. Estava esperando por Stephen King ou algo parecido.”

Foram anos de pesquisa e escrevendo material fora do terror antes de encontrar os produtores certos para capitanear o projeto: Dan Levine e Dan Cohen, da 21 Laps. Os Dans se apaixonaram por “História da Sua Vida” como eu e, finalmente, após anos carregando uma cópia marcada do livro de Ted em meu carro, consegui minha chance. Formulei minha proposta sobre o material e a defendi pela cidade.

Não vendeu. Nem uma vírgula.

A razão mais comum para negarem era: “É muito dependente da execução.” Bem, ok, honestamente, tudo é. Às vezes esse é o código para: “Não achamos que você sabe como escrever essa história.”

No entanto, a esse ponto, eu havia mapeado a narrativa não-linear, enxergava muito potencial em expandir algumas das ideias e temas nucleares de Ted e não pude parar ali. Foi como se calçasse seus melhores tênis de corrida, posicionasse os pés nos blocos, mas o disparo da partida nunca fosse dado. Então pedi ao autor que me deixasse escrever o roteiro como especulativo, o que significava abrir mão dos direitos autorais por um período de tempo. Fiz minha proposta, o que senti como dizer: “Estou pegando seu carro emprestado. Ele pode voltar com algumas alterações e nova pintura. Por favor, confie em mim.”

Ele aceitou e passei o próximo ano aprendendo porque ficção científica é tão difícil de acertar. Aqui vão algumas lições que esse roteiro me ensinou.

1. Algumas vezes a verdade pura é mais interessante que a bela mentira

Em algum ponto, você abraça que tipo de história seu filme é e mergulha nela. Se é um filme de artes marciais rico em ação, seu personagem e os eventos da história acontecem na estrutura de sequências de luta. Se é um musical, seu subtexto aparece em canções. Esse filme era sobre processo — o processo de descobrir uma nova linguagem e ensinar a nossa.

Para aqueles que não viram o trailer ou não leram o conto: quando doze naves alienígenas aterrisam em diferentes localidades do mundo, as forças armadas dos EUA trazem dois cientistas civis para ajudar a estabelecer o primeiro contato. Louise Banks, a linguista, e Ian Donnelly, o físico teórico, recebem um desafio único: as formas de vida alienígenas (nomeadas heptapods, pelos seus números de membros) não falam qualquer forma de linguagem reconhecida. Não as entendemos e, talvez, elas não nos entendam. Então, no início, todos os times internacionais em seus respectivos locais colaboram para descobrir por que esses seres estacionaram em nosso planeta, contudo, nossas relações globais desmoronam à medida que cada país descobre quão fácil é interpretar mal — ou ensinar errado — linguagem com um verdadeiro estrangeiro.

Em meu primeiro rascunho, fiz Louise ensinar voculário muito básico para os heptapods. Isso estava integrado a uma série de enquadramentos feitos como uma montagem de lição de linguagem. Verbos de ações simples, vocabulários, material de sujeito e predicado.

Meus produtores travaram nesse cena de imediato. “Isso não é sexy, precisamos disso? Por que não usar palavras mais específicas? “ Estes são caras afiados, eles tinham um ponto. Eu assenti e anotei a informação, recuei e olhei para o processo. E reparei: o nível básico de vocabulário, de jardim de infância, era absolutamente necessário.

Retornei com a questão nuclear que a humanidade queria respondida pelos heptapods escrita em uma página. Dissequei a pergunta uma palavra de cada vez em defesa da necessidade de partir do básico. Percebi o quão ridículo eu soava: ali estava, defendendo uma série de pequenas cenas de uma mulher ensinando alienígenas palavras banais como “comer” e “andar” e “casa”. Porém, esse filme é sobre processo, e eu era passional quanto a proteger o processo de Louise.

Aqui está uma foto que tirei da página, em 2012 (onde escrevi errado “planetário”):

A Chegada roteiro 1
Descrição da imagem: quadro branco com várias descrições de um raciocínio, resultando na pergunta “Qual é o seu propósito na Terra?”

Após terminar minha retórica, os Dans me encararam com olhos arregalados e disseram: “tudo isso precisa estar no roteiro. Na verdade, você pode substituir a maioria desses pequenos beats2 por esse raciocínio. ” E eles estavam certos. Então refinei meu próprio discurso e o fiz ser de Louise no roteiro, para o coronel tentando entender seu raciocínio.

Louise se encaminha a um quadro branco fixado próximo a ela e escreve a pergunta “Qual é o seu propósito na Terra?”

LOUISE

Ok, então é aqui que queremos chegar. Certo? Nessa pergunta.

CORONEL WEBER

Mais do que qualquer coisa.

LOUISE

Para chegar nela, precisamos garantir que eles entendem o que é uma pergunta e a natureza de um pedido de informação junto a uma resposta. Então há a diferenciação entre o “você” e “vocês”. Não queremos saber por que o Alien João está aqui, queremos saber por que todos eles pousaram.

Ela escreve freneticamente sobre as palavras em colunas, destacando relações com setas. Enquanto fala, sua voz soa mais alta e confiante. Essa é sua área de expertise.

LOUISE (CONTINUAÇÃO)

Propósito requer um entendimento de intenção. O que significa que precisamos descobrir se eles fazem escolhas conscientes ou se suas motivações são tão instintivas que sequer compreendem uma pergunta “por que”, e, acima de tudo, temos que compartilhar vocabulário o suficiente com eles para entendermos sua resposta.

2. Deixar as pessoas inteligentes serem inteligentes

Descobri algo mais intimidador do que escrever personagens bem mais inteligentes do que eu e é: escrever personagens bem mais inteligentes do que eu enquanto eles enfrentam o maior desafio mental de suas vidas.

Para me aclimatar, socializei com linguistas e físicos. Passei tempo ao redor de mentes brilhantes para ouvir como conversavam entre si. E estivessem dentro ou fora do trabalho, elas usavam jargões e referências de seus mundos. Não importava que eu não conseguisse acompanhar, esse era o modelo mental normal a elas. Se eu pedisse por explicações em algum conceito ou teoria, eles eram felizes em atender, mas era assumido que todos em seu círculo sabiam.

O que iluminava os olhos de um neurologista, o que fazia o dia de um cientista de foguetes, era compartilhar uma ideia. Essas eram pessoas que se divertem com teorias do jeito que meu círculo usual de amigos fala sobre um filme novo ou um jogo indie na Steam. O que isso queria dizer para imim era que eu precisava abraçar os momentos de exposição. Pessoas inteligentes são professoras constantes, e eu precisava desaprender minha regra de evitar momentos onde um personagem parava para explicar ou definir algo. Às vezes isso é bem-vindo.

Em um rascunho inicial, Louise percebe pela primeira vez que as imagens dos logogramas alienígenas estavam apenas aparecendo na tela e ela não tinha testemunhado a escrita de uma delas. Quando ela vê o heptapod usando múltiplos membros para criar o símbolo circular, a cena se desenrola:

LOUISE

Meu Deus. Ortografia não-linear.

Ian alcança o que ela quer dizer.

IAN

Eles teriam que realmente pensar não-linearmente, então.

Louise pega um tablet sincronizado com a projeção e desenha logogramas de heptapods. Ela faz com uma mão, mas é muito boa nisso.

CORONEL WEBER (V.O.)

(via rádio)

Explique.

Enquanto desenha seu logograma, ela o explica.

LOUISE

Imagine tentar escrever uma longa frase com duas mãos, começando por ambos os extremos. Para fazer isso, você precisaria saber cada palavra que você iria escrever e o espaço que toda a frase ocupa.

Ian se esforça para achar uma referência para o logograma que ela desenha.

IAN

O que é — o que você está escrevendo?

Ela completa o símbolo.

LOUISE

Perguntei sobre previsibilidade. Se “antes” e “depois” significam algo para eles. Ou se não sabem o que significa.

E essa é a história de como eu tinha uma personagem usando o termo “ortografia não linear” e duvido que esse termo não tenha chegado até a edição final do filme.

3. Quando em dúvida, volte ao material de origem

A escrita de roteiro de longa-metragem pode ser uma existência fútil de solitária. Cada roteiro parece um novo conjunto de problemas. Frequentemente me choco com muros narrativos ou escrevo em direções sem saída. Justamente quando lembrei que ninguém podia me ajudar, lembrei que alguém já tinha sido pioneiro. Ted Chiang.

Aquele livro velho, cheio de marcações, contendo “História da Sua Vida” vivia em minha mesa durante o trabalho e eu retornava a ele da maneira que um pastor retorna à bíblia sagrada. Mesmo quando estava no meio de uma cena que não existia na história original, ainda podia me inspirar pela forma que as palavras de Ted me faziam sentir, ou ser lembrado do propósito escondido da cena. Essa é uma das grandes vantagens da adaptação: você não está sozinho. Claro, é também o grande elefante na sala, lembrando você da grandeza que está tentando simular em uma nova mídia. E se estou confessando tudo aqui, houve momentos em que cobri o livro com pratos de jantar para não senti-lo me julgando silenciosamente. (Confissão parte dois: essa estratégia nunca funcionou de fato.)

4. Não caia nas armadilhas de seus limites. Seja criativo

Em algum lugar profundo no meu primeiro rascunho, fiquei muito frustrado com minha inabilidade de descrever linguagem. Repeti muitas vezes alguns modificadores. Meu crítico interno onipresente me zoava por ficar sem palavras para descrever linguagem real.

Em um jantar com minha esposa, Christine (uma escritora-produtora-diretora), compartilhei minha frustração e ela simplesmente pediu por um exemplo. Desenhei algo num pedaço de guardanapo e mostrei: um rascunho bruto de um logograma alienígena.

“Por que você não usa isso?” Pisquei.

“O quê, inserir uma imagem no roteiro?”

“É. Deixa ela fazer o trabalho por você.”

Voltei ao meu programa de edição de roteiro àquela noite, encorajado, com uma gama de rascunhos de frases de heptapods desenhadas. Foi quando descobri: Nenhum editor de roteiro naquele tempo permitia imagens. Não havia opção “Inserir PNG”. O único jeito de colocar as imagens no roteiro foi adicionar espaço em branco no documento nativo, salvar como PDF, abrir em um editor de texto e manualmente colar as imagens em vários locais ao longo do roteiro.

Concordar com isso era concordar com repetir esse processo toda vez que uma nova versão precisasse ser enviada para leitura. Então tive uma quantidade de trabalho absurda, tudo porque acreditava que havia momentos em que uma pequena indicação visual tinha maior impacto do que mero texto.

Um exemplo sequer foi um logograma, na verdade. Foi para uma cena em que o coronel Weber e o cientista Ian Donnelly se aproximam de Louise, preocupados com sua estabilidade mental após ela traduzir uma escrita heptapod em tempo real, sem precisar de imagens de referência ou software. É nesse ponto que o espectador aprende sobre a hipótese de Sapir-Whorf, e como a imersão em uma língua estrangeira pode alterar nossos cérebros.

Uma página dessa cena parecia com isso:

IAN

Você está sonhando nessa língua?

Louise olha de Ian para Weber. Incerta de onde isso vai parar.

LOUISE

Tive alguns sonhos. Não significa que não sirvo para o trabalho.

Weber mostra um documento assinado no final.

CORONEL WEBER

Talvez isso signifique.

LOUISE

É só uma prescrição para minhas dores de cabeça, Kettler–

Então ela nota algo.

INSERIR: FORMULÁRIO DE ASSINATURA

… revelando que Louise assinou seu nome em um círculo.

Como um logograma cursivo.

CORONEL WEBER

Kettler me disse que você assinou com sua mão esquerda. Você é destra.

LOUISE

Bem. Eu. Quer dizer…

CORONEL WEBER

Era uma situação quando ninguém podia entendê-los. É outra quando ninguém além de você pode entendê-los.

Esse tipo de aberração não poderia ser usada frequentemente, ou perderia seu poder. Aprendi cedo a não salpicar o roteiro com imagens — em parte porque quanto mais eu colocava itens visuais, mais eu tinha que repetir com cada novo PDF que saía para revisão. Isso se limitou a cinco ou seis arquivos PNG no total, e por um tempo eu conseguia localizar os exatos números de páginas de cada localização.

Usarei esse método em outro roteiro? Talvez não. Mas você constrói algo do jeito que esse algo parece sugerir, independente de se qualquer uma das ferramentas do design dessa construção é reusável ou não.

5. A cabeça é importante, o coração é vital

Em todo o meu trabalho de esboçar a adaptação, passei a maior parte do tempo nos desafios intelectuais e políticos da história. Entretanto, se em algum momento eu invadia a intimidade, o desenvolvimento emocional da jornada de Louise, a história se desfazia. Outras cenas podiam ser sacrificadas, retrabalhadas, movidas ou recortadas até o osso. Mas eu e o diretor Denis Villeneuve encontramos um número mínimo de passos para a jornada pessoal de Louise, e esse se tornou o nosso Álamo; a colina que morreríamos defendendo. Denis tinha uma facilidade para visuais que evocassem um nível emocional enquanto os encaixava com os desafios intelectuais que nossos personagens enfrentavam. Casar esses dois pontos, algumas vezes em uma única linha de diálogo ou imagem, fez o filme nascer. Nos fez sentir a história. E, ao final do dia, o que me atraiu mais para a história de Ted Chiang foi o jeito que ela me fez sentir e, acima de tudo, queríamos transportar e compartilhar com a audiência esse sentimento.


Você também pode ler outras análises de filmes e séries aqui.

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  1. Spec screenplay ou spec script (roteiro especulativo, em tradução livre), é um roteiro criado com base em uma obra já existente, que não pode ser comercializado e serve de portfólio. Veja mais detalhes sobre esse modelo de roteiro aqui
  2. beat (compasso em tradução livre), é um termo com diferentes conotações no mundo do cinema. Em geral, é um valor emocional presente na cena, capaz de gerar uma ou mais ações e reações. Uma cena pode conter um ou vários beats. Existe também o beat do modelo de Blake Snyder em Save the Cat, que define marcos de emoção e/ou ação ao longo do roteiro. Esse conceito ainda será tratado aqui no AdR. 

Also published on Medium.

Yann Rodrigues
Editor, também escreve em

Apaixonado por entender narrativas. Das histórias que nos encantam em páginas e telas, às narrativas que nos guiam ou aprisionam na vida.

  • Coelho De Moraes

    Bem… então se depender de Heilein, Bradbury e outros que minha mãe NÃO LEU na minha infância, estou frito. essas lições dos americanos – SERES SUPERIORES que talvez tenham mais de sete pés – são as tolices tomadas como aprendizados ou lições. Ali é industria que produz filmes a todo instante. Qualquer porcaria terá saída. E, se não tiver, não passar da primeira temporada eles imediatamente substituem.

    • Coelho, gostaria de entender como você chegou a essa relação de que dependemos de ler as mesmas obras que o Eric leu. Essa parte do texto é uma contextualização da afinidade dele com o ramo da ficção científica. Podemos facilmente comparar isso ao nosso hábito de ler ou ouvir sobre Monteiro Lobato ou Machado de Assis na infância. Eu falaria sobre como Pedro Bandeira me ativou com muito mais força do que os anteriores, mais conhecidos.

      Tratar tudo que vem de lá como lixo só porque vem de lá requer o mesmo modelo mental de quem trata tudo que vem de lá como maravilhoso só porque vem de lá. Podemos evitar um e outro e é o que tentamos fazer por aqui.

      • Coelho De Moraes

        Bem, com os devidos cumprimentos.
        Quem disse sobre a relação foi você. Minha não sabia de Ray Bradbury. Li sozinho de pois, mas antes me veio o Lobato.
        Nem falei que tudo que é americano não presta mas, para me manter sem erros não aceitarei os americanismos pois é evidente a ação colonial; que são padrão e que sirvam de parâmetro, a não ser para mercado.
        Deixemos Syd Field de lado – o papa de roiliúdi em cinema e falemos de Doc Comparato, o mestre local. Acredito que seja por aí.
        E, ainda temos COMBA MALINA.
        Concordamos que podemos chegar no mesmo lugar através de leituras diferentes. Mas, tendo lido pedro Bandeira ou Machado… me parece que Machado ganha longe e a situação de escolha crítica fica patente.
        Você vai de Ray Bradbury e eu vou de Robert Silverberg. Asimov é legal mas eu não gosto. Prefiro Arthur Clark, René Barjavel… mas é assim… E segue a ficção a científica. Abração.

        • Eu não vou de Ray Bradbury. Ao contrário de alguns autores brasileiros que citei no comentário anterior, nem sei quem é Bradbury. Ou Heinlein. Você está reclamando de americanismos, mas quem está citando esses autores é Eric Heisserer, justamente um americano. Eu só fiz traduzir. Se é americanismo traduzir o texto de um americano… bem, aí é outra crítica. Mas que a mãe de um americano leia livros de americanos para ele, nada mais esperado, não? Tal como A Chegada trata comunicação como um de seus temas, você parece estar se comunicando com outro texto.

  • Paulo Naves

    ‘E 10.